CLAUS, D. S.; MOSQUERA, J. J. M. A criança com necessidades educativas especiais: uma visão ampla e aportes educacionais. In: Educação Especial: em direção à escola inclusiva. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2003. Cap. 12, pp.187-204.
LEGENDA
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[/ ] Comentário
Visa mostrar os resultados da pesquisa orientada tematicamente por: Educação Inclusiva: Testemunho de Professores; A Criança com Necessidades Educativas Especiais: um olhar sobre a Educação Infantil; e Afetividade na Educação Infantil: Testemunhos de Professores, a fim de compreender o desenvolvimento da criança pelo olhar docente.
“[...] a Educação Inclusiva merece grande atenção, pois são os professores que têm um papel preponderante na atuação com o aluno, especialmente aquele com Necessidades Educacionais Especiais” (p.188).
/ É fato o papel imprescindível do docente quando tratarmos de educação inclusiva, contudo vale ressaltar que o mesmo só potencializará este papel se tiver todo o aporte e formação adequados ao processo, além da instituição e seus atores estarem em sintonia com a proposta inclusiva. /
*No que se refere ao pensamento sobre integração/inclusão, alguns professores destacam que a inclusão seria maior que a integração, já outros colocam uma relação de oposição e até chegam a considerar a integração maior que a inclusão. Sobre a nomenclatura “portador” ou “aluno com necessidades educativas especiais*, professores preferem utilizar a segunda e outros a primeira. *
/ Aqui cabe evidenciar que o tratamento conceitual adequado só será satisfatório com estudos dados aos docentes a fim de conscientizarem sobre as nomenclaturas ideais a serem usadas sem que estejam carregadas de preconceito. /
*No que diz respeito à formação, destaca-se que o curso de graduação não tem dado conta de contemplar as necessidades. *
/ Só a graduação não possibilitará ao docente trabalhar com educação inclusiva, faz-se necessário um formação continuada e específica também para atuar com o público que se discute neste contexto. /
*As dificuldades apresentadas pelos docentes resultam da falta de capacidade em utilizar os conhecimentos adquiridos e os materiais à disposição. *
/ Um grande problema na educação, de forma geral, diz respeito à concretização da teoria apresentada, o que muitas vezes não acontece por falta de interpretação e adequação à realidade. /
“[...] a escola inclusiva deve também estar preparada para incluir um outro grupo de alunos, os superdotados, [...] a inclusão implica estabelecer e manter comunidades escolares que acolham a diversidades (para menos e para mais) e atendam às diferenças.” (p.194)
/ A escola deve pensar em todos os sujeitos, além de estar preparada para recebê-los de acordo suas necessidades. /
“Salientamos que, na Educação Infantil, merecem grande atenção aspectos dos profissionais que interagem, bem como aqueles familiares de pessoas com necessidades específicas [...]” (p.197)
/ A família tem um papel muito importante nesse processo, a saber, o de acompanhar i incentivar às crianças para que o desenvolvimento seja positivo, o que ocorrerá com o diálogo constante com a escola. /
*Em relação à afetividade na Educação Infantil, a pesquisa conclui que alterações e reformas curriculares são necessárias a fim de oportunizar mais integração entre docentes e alunos, dando espaço as aspectos afetivos, sociais e cognitivos. *
/Se discutimos que a afetividade é essencial na relação professor-aluno, com os que possuem as necessidades especiais, esta é ainda mais significativa e motivadora para que os alunos com necessidades educativas especiais se sintam acolhidos e respeitados como são. /
“Na área de Educação de professores, que deve ser continuada e atualizada, levar em conta novas concepções paradigmáticas e linhas de investigação sobre Educação Especial e Ensino Inclusivo, contextualizando-a, com o aprofundamento em estudos sobre multidiversidade, especialmente no que diz respeito às diferenças e à necessária aproximação com profissionais de outras áreas.” (p. 204)
/ O caminho da inclusão perpassa por conhecimentos, metodologias adequadas, adequação física e curricular, mas vai além desses aspectos, se faz necessário que o ser humano comece a entender que o respeito às diferenças é fundamental. /






