segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Fichamento

CLAUS, D. S.; MOSQUERA, J. J. M. A criança com necessidades educativas especiais: uma visão ampla e aportes educacionais. In: Educação Especial: em direção à escola inclusiva. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2003. Cap. 12, pp.187-204.


LEGENDA

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Visa mostrar os resultados da pesquisa orientada tematicamente por: Educação Inclusiva: Testemunho de Professores; A Criança com Necessidades Educativas Especiais: um olhar sobre a Educação Infantil; e Afetividade na Educação Infantil: Testemunhos de Professores, a fim de compreender o desenvolvimento da criança pelo olhar docente.

“[...] a Educação Inclusiva merece grande atenção, pois são os professores que têm um papel preponderante na atuação com o aluno, especialmente aquele com Necessidades Educacionais Especiais” (p.188).

/ É fato o papel imprescindível do docente quando tratarmos de educação inclusiva, contudo vale ressaltar que o mesmo só potencializará este papel se tiver todo o aporte e formação adequados ao processo, além da instituição e seus atores estarem em sintonia com a proposta inclusiva. /

*No que se refere ao pensamento sobre integração/inclusão, alguns professores destacam que a inclusão seria maior que a integração, já outros colocam uma relação de oposição e até chegam a considerar a integração maior que a inclusão. Sobre a nomenclatura “portador” ou “aluno com necessidades educativas especiais*, professores preferem utilizar a segunda e outros a primeira. *

/ Aqui cabe evidenciar que o tratamento conceitual adequado só será satisfatório com estudos dados aos docentes a fim de conscientizarem sobre as nomenclaturas ideais a serem usadas sem que estejam carregadas de preconceito. /

*No que diz respeito à formação, destaca-se que o curso de graduação não tem dado conta de contemplar as necessidades. *

/ Só a graduação não possibilitará ao docente trabalhar com educação inclusiva, faz-se necessário um formação continuada e específica também para atuar com o público que se discute neste contexto. /

*As dificuldades apresentadas pelos docentes resultam da falta de capacidade em utilizar os conhecimentos adquiridos e os materiais à disposição. *

/ Um grande problema na educação, de forma geral, diz respeito à concretização da teoria apresentada, o que muitas vezes não acontece por falta de interpretação e adequação à realidade. /

“[...] a escola inclusiva deve também estar preparada para incluir um outro grupo de alunos, os superdotados, [...] a inclusão implica estabelecer e manter comunidades escolares que acolham a diversidades (para menos e para mais) e atendam às diferenças.” (p.194)

/ A escola deve pensar em todos os sujeitos, além de estar preparada para recebê-los de acordo suas necessidades. /

“Salientamos que, na Educação Infantil, merecem grande atenção aspectos dos profissionais que interagem, bem como aqueles familiares de pessoas com necessidades específicas [...]” (p.197)

/ A família tem um papel muito importante nesse processo, a saber, o de acompanhar i incentivar às crianças para que o desenvolvimento seja positivo, o que ocorrerá com o diálogo constante com a escola. /

*Em relação à afetividade na Educação Infantil, a pesquisa conclui que alterações e reformas curriculares são necessárias a fim de oportunizar mais integração entre docentes e alunos, dando espaço as aspectos afetivos, sociais e cognitivos. *

/Se discutimos que a afetividade é essencial na relação professor-aluno, com os que possuem as necessidades especiais, esta é ainda mais significativa e motivadora para que os alunos com necessidades educativas especiais se sintam acolhidos e respeitados como são. /

“Na área de Educação de professores, que deve ser continuada e atualizada, levar em conta novas concepções paradigmáticas e linhas de investigação sobre Educação Especial e Ensino Inclusivo, contextualizando-a, com o aprofundamento em estudos sobre multidiversidade, especialmente no que diz respeito às diferenças e à necessária aproximação com profissionais de outras áreas.” (p. 204)

/ O caminho da inclusão perpassa por conhecimentos, metodologias adequadas, adequação física e curricular, mas vai além desses aspectos, se faz necessário que o ser humano comece a entender que o respeito às diferenças é fundamental. /

Fichamento

CARDOSO, S. Marilene. Aspectos históricos da educação especial:da exclusão á inclusão - uma longa caminhada . In: Educação Especial: em direção à escola inclusiva. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2003. Cap. 2, pp.15-27.



LEGENDA

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“[...] é importante conhecer e contextualizar a Educação Especial desde os seus primórdios até a atualidade, abordando a segregação das pessoas com deficiência em diversos períodos históricos da humanidade, assinalando o processo de exclusão destes sujeitos até a chegada do novo milênio, no qual uma nova filosofia e um novo paradigma da inclusão se descortinam para as pessoas com necessidades educacionais especiais na sociedade ocidental” (p.15)

“[...] a história desde a idade antiga era de extrema exclusão de crianças deficientes. Em Esparta, na antiga Grécia, essas crianças eram abandonadas nas montanhas, em Roma foram atiradas nos rios” (p.15)

*É complicado hoje na atual sociedade em que vivemos imaginarmos tamanha exclusão para que haja uma separação entre segundo os relatos da antiguidade as partes sãs das corrompidas e ao longo da idade média nos países europeus os que tinham alguma deficiências eram associados a imagem do diabo perseguidos e mortos por não serem aceitos de forma alguma em uma sociedade que se intitulava perfeita *

“[...] ao final do século XVIII e início do século XIX, se inicia nos países escandinavos e na América do Norte o período da institucionalização especializada das pessoas com deficiências, e a partir daí surge a Educação Especial. A sociedade toma consciências da necessidade de atender as pessoas,mais com caráter assistencial,na qual pessoas com deficiências eram atendidas e assim a sociedade era protegida do contato com os anormais”(p.17)

“[...] já na educação escolar para deficiente mental, no mundo ocidental, e a desinstitucionalização ocorrem no século XX, pela criação de programas escolares para os deficientes mentais leves e moderados,e pela relativa abertura das instituições. Também ampliam-se e se diversificam os serviços especiais.Alunos com necessidades educacionais especiais (ANEE),á época chamados de excepcionais,aparecem na escola. (p.18)

“[...] no Brasil na década de 70,a Educação Especial sofreu uma ampliação com a instalação de um verdadeiro subsistema educacional, com a proliferação das instituições publicas e privadas de atendimento aos ANEE e a criação de órgão normativos federal e estaduais [...] (p.18)

/ Um grande problema dessas escolas é que elas não incluíam, pelo contrário excluíam, pois, apenas fornecia a uma sociedade necessitada uma educação assistencialista sem ações educativas para promover recursos as pessoas especiais criando programas de ensino especial para educar os diferentes negados pela sociedade normativa./

*Hoje já não vemos Escolas Especiais mais sim escolas inclusivas onde esse aluno é inserido em classes regulares e o seu processo educativo é entendido como um processo social mas já há tentativas de uma nova política para que serviços os serviços pedagógicos sejam mais eficazes e eficientes para cada um desses alunos possibilitando o seu direito a educação uma inclusiva alcançando uma educação para todos*

“[...] A inclusão de alunos com necessidades especiais na escola regular, como caminho fundamental para se atingir a inclusão social, constitui uma meta, neste novo século, cada vez mais firme, nos diferentes sistemas educativos, nos quais se pretende educar alunos com necessidades educacionais especiais na escola regular. Isto pressupõe que é o sistema educacional como um todo que assume a responsabilidade de Educação e não uma parte dele, a Educação Especial.” (p.25)

/Nesse sentindo enquanto educadores temos que perceber que houve uma evolução em toda a trajetória da vida desses alunos que antes de serem alunos são seres humanos, há aspectos históricos muito fortes que levam ainda séculos para serem quem sabe restaurados, porém nunca apagados e tem sido e é uma longa caminhada que não se sabe quando terá fim,pois agora como educadores precisamos lutar para que haja uma educação inclusiva de qualidade,tratamentos reabilitadores personalizados serviços educativos de qualidade para que a escola faça um trabalho de inclusão integrando esses alunos para que eles conquistem a sua autonomia e possam evoluírem como seres humanos/

Fichamento

CAMACHO, Orlando Terré. Atenção à diversidade e educação especial. In: Educação Especial: em direção à escola inclusiva. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2003. Cap. 12, pp.187-204.


LEGENDA

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*Aborda questões relacionadas aos progressos e mudanças ocorridas em plano mundial em se tratando da educação especial com vistas à integração e busca por métodos eficazes no processo de aprendizagem de pessoas com algum tipo de necessidade especial, bem como maior participação da família, escola e comunidade com uma visão mais crítica e amadurecida.*

“Todos esses progressos e mudanças se têm encaminhado com o único propósito de estabelecer um tipo de escola capaz de adaptar-se, acolher e cultivar as diferenças como um elemento de valor positivo, e a abertura de um espaço pluralista e multicultural [...]” (p.9)

/Sabe-se que até então lidar com o diferente revela-se uma das grandes dificuldades da escola que insiste em considerar os atores sociais que nela chegam como sujeitos com tempos e ritmos de aprender iguais, tal situação se agrava quando a mesma não reconhece nem respeita os indivíduos com algum tipo de necessidades educativas especiais./
*Camacho esclarece acerca do processo inclusivo que deverá negar propostas inclusivas que disseminam a exclusão, assim destaca que o mesmo deverá partir da concepção de todos os sujeitos com direitos iguais, integrantes de uma escola para todos e com igualdade em tudo, ou seja uma escola que contemple a diversidade.*

“Assumir a diversidade implica uma virada profunda nos modos convencionais de pensar, atuar, de fazer educação, política e reforma educativa.” (p.11)
/Cabe destacar que nas políticas ações educacionais no Brasil ocorre o predomínio de interesses de alguns em detrimento dos da população e suas singularidades, a saber, de classe e desfavorecimento social, cultural, dentre outros. Se reduz a segundo plano o processo de humanização dos diferentes indivíduos que compõe a comunidade escolar, onde se negligencia seus direitos de acesso ao conhecimento e suas particularidades./

*Camacho enfatiza que discutir o reconhecimento e respeito à diversidade, diferença e acessibilidade implica numa mudança de paradigma, tal afirmativa evidencia a convivência do novo com o velho e denuncia a necessidade do conjunto da sociedade conceber propostas cabíveis ao desconsiderar critérios e conceitos de tempos antigos.*
/A busca por novos paradigmas que atendam as demandas e especificidades de cada indivíduo na sua humanidade, eis a possibilidade traçar novos caminhos [...] /

Projeto de Intervenção Pedagógica Inclusiva na Escolas Lourdes Veloso







terça-feira, 24 de novembro de 2009

Falando de Inclusão na Escola Estadual Loudes Veloso


No dia 24 de novembro de 2009, nossa equipe realizou um trabalho na Escola Estadual Lourdes Veloso com a temática: Trabalhando a Deficiência Auditiva na Escola Pública. 
Em quatro momentos tratamos do novo olhar que se debruça sobre a deficiência auditiva, educação inclusiva, além de uma dinâmica em grupo e exibição do filme que já temos postado no nosso blog. Foi um momento de discussão muito rico, onde pretendíamos levar uma conscientização aos alunos.
Aqui também vai nosso agradecimento à direção da escola que abriu as portas para falarmos de inclusão e à professora da turma Karina que também nos ajudou muito.


terça-feira, 17 de novembro de 2009

MEC pagará mais para escola que investir em alunos com deficiência



As prefeituras que oferecerem educação em escolas regulares com atividades extraclasse para seus estudantes portadores de deficiências Manutenção e irão receber um valor em dobro do Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) a partir de 2010.
A mudança, publicada nesta quinta-feira (18) em um decreto do governo federal, foi uma das formas encontradas pelo Ministério da Educação de tentar aumentar a chamada educação inclusiva no País.
Hoje, os governos já recebem um pouco a mais no Fundeb por um aluno com necessidade especial matriculado em uma escola regular. Se a criança estiver em escola especial - normalmente mantida por fundações ou ONGs -, esta instituição recebe outro tipo de financiamento específico.
Atualmente, 654 mil crianças e adolescentes com necessidades especiais estudam, no Brasil, em escolas regulares. Dessas, 306 mil são atendidas em espaços sem nenhum tipo de adaptação física, sem professores treinados e sem materiais especiais. Apesar de o número de incluídos parecer alto, um cruzamento feito pelo MEC entre dados sobre crianças de 0 a 18 anos atendidas pelo Benefício de Prestação Continuada (BPC) - que paga um salário mínimo para pessoas com deficiências e oriundas de famílias de baixa renda - e o Censo Escolar mostra que 250 mil deles estão fora da escola, regular ou especial. "Nós sempre comemoramos o fato de que 97% das crianças de 7 a 14 anos estão na escola, mas muito pouca gente se pergunta sobre os outros 3%. Se você olhar caso a caso, a maior parte desses 3% é criança com alguma necessidade especial", disse o ministro da Educação, Fernando Haddad.
A partir de agora, o Ministério vai acompanhar os estudantes que recebem o BPC para garantir seu acesso à educação Ao mesmo tempo, o decreto prevê o repasse de recursos para cada escola a fim de que sejam feitas adaptações arquitetônicas que facilitem a vida escolar desses estudantes. Boa parte das escolas não tem rampas para permitir o acesso de cadeirantes.
Haverá treinamento de diretores, coordenadores pedagógicos e professores para trabalhar com esses alunos e a compra de equipamentos para 4,3 mil salas multiuso, com materiais e móveis especiais para atividades com esses estudantes.
Na cerimônia em que foi anunciada a política de educação especial, um dos beneficiados, o jovem Antonio Davi Souza, de 17 anos, contou o seu caso. Com paralisia cerebral, ele ficou 10 anos "preso a uma rede" porque a escola perto da sua casa não o aceitava como aluno. Hoje, está na 7ª série. Ele contou que é o único aluno com deficiência na sua escola, que não tem qualquer preparação para recebê-lo. "Só espero que esse decreto não fique no papel. Nós não somos coitadinhos, não precisamos de favor. É a lei."
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Teófilo Galvão Filho

Decreto prevê nova política para educação de pessoas com deficiência




O ministro da Educação, Fernando Haddad, apresenta nesta quinta-feira um decreto que irá regulamentar o ensino para pessoas com deficiência, a chamada educação especial.
Em entrevista à Empresa Brasil de Comunicação (EBC), o ministro explicou que o objetivo é disciplinar o atendimento adequado à criança com deficiência, especialmente aquelas que estão em idade escolar.
"Nós sempre comemoramos o fato de que 97% das crianças de 7 a 14 anos estão na escola, mas muito pouca gente se pergunta sobre os outros 3%. Se você olhar caso a caso, a maior parte desses 3% é criança com alguma necessidade especial."
Segundo o ministro, com o decreto, cada município terá que instalar salas multifuncionais que dêem condições de aprendizado à criança com deficiência. "Isso significa universalizar o livro didático em braile, equipar esse locais com o sistema operacional Dosvox [que transforma a leitura do texto em sinal sonoro para que a pessoa com deficiência visual ouça o livro que ela precisa conhecer]", exemplificou.
As condições adequadas ao atendimento da educação especial também incluem a formação de professores, especialmente em Língua Brasileira de Sinais (Libras), para que eles possam dar aulas bilíngues (português e Libras). Segundo Haddad, o decreto prevê ainda a definição dos recursos necessários para ampliação da política de educação especial.
"O financiamento da educação especial está sendo dobrado. A matrícula do aluno vai contar duas vezes para efeito da repartição dos recursos. A criança vai poder ficar em tempo integral na escola, seja na escola de educação especializada ou na pública", disse.
O repasse dessas verbas pela União aos estados e municípios será feito por meio do Fundeb (Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica).

18/09/2008 - 11h08